Dia desses foi impossível não drogar-me. Saí à noite com minha namorada. Numa boa conversa, dessas profundas sobre a vida, coisa rara no mundo moderno, tão efêmero; refletimos sobre a superficialidade da vida: as coisas permanecem profundas, o problema, na verdade, está em nós. Concluímos que ninguém mais para para pensar sobre coisas fundamentais da vida, mesmo que em seus contrários, por exemplo, a morte. Não só a morte; fazer uma reflexão sobre tudo que já foi vivido, coisas boas e ruins. Entre um gole de suco e outro, uma música nos transporta para o passado, na música percebemos que naquele dado momento, em que a canção fazia sucesso, e repetidas vezes tocava na rádio, nós vivíamos ocasiões boníssimas como também coisas péssimas. A música foi um bom pretexto para rirmos e chorarmos, memorando um passado não muito longínquo.
Nesses dias, tudo passa pela superficialidade, o que importa é sentir na pela a emoção, mesmo que isso não traga beneficio para o individuo, pelo revés, o agrida. As coisas simples perderam campo. E não é que foi num gesto singelo, que alcancei o ápice de meu arrebatamento! Uma criança, com seus três para quatro anos, parou em nossa frente, sorriu, minha namorada estendeu a mão, o menino compreendeu o gesto e também estendeu; não só para ela, como também para mim. Perguntamos seu nome e idade, com a mão que até então estava junto à minha, respondeu sem dizer nada, apontando dois dedos para nós, o minguinho e o anelar, coisa bela! O nome foi mais difícil entender, pois ele usou a boca... Pela leitura dos lábios, entendemos, então, Carlos. Depois fomos saber com seu pai que na verdade seu nome era Caio... Aquela criança meiga, simpática por natureza, com um sorriso encantador e uma pureza celestial, foi a droga que me alucinou, não precisei injetar nada na veia, para sentir algo extraordinário, e muito menos sair deste mundo, bastou um olhar tímido lançado sobre mim, para eu provar o entorpecente mais sensacional e poderoso da minha vida.
É impressionante como uma criança tem o poder em si de renovar e purificar qualquer ambiente, e nos trazer paz de espírito. Minha vontade foi abraçá-la e tê-la comigo, para renovar e purificar meu ambiente. Contive-me, e fiquei somente na reflexão: realmente a profundidade, que o ser humano tanto procura, está na simplicidade. Noite profunda e encantadora, sem alucinógenos artificiais, pelo contrário, uma droga bem natural e benévola.
A menina do vestido branco.
ResponderExcluirUma pequena menina, foi levada pela tia pra igreja e aceitou a Jesus. Chegando em casa ela falou com os pais assim: “ Pai deixa eu ser crente ? ” O Pai e a mãe disseram: ” De jeito nenhum, nós somos seguidores de Maomé.” Ela insistiu tanto que os pais falaram: ” Com uma condição, todo o culto que você for, quando você chegar em casa você vai tomar uma surra” ela falou “Tudo bem!” . Ela ia pro culto chegava em casa uma surra, ia pro culto chegava em casa outra surra. Um dia a tia deu pra ela um vestido branco e ela cantou na frente da igreja sozinha o primeiro solo dela aos 12 anos, ela tinha 1 aninho de convertida. Quando acabou o culto ela ficou com as coleguinhas, todo mundo feliz. O pai dela veio bêbado, pegou a menina e a espancou, diante da igreja, bateu a cabeça dela no meio fio e a machucou muito. Prenderam o pai. Então, a tia e o pastor pegaram a menina e coloram em um banco, tiraram o vestido branco dela enquanto ela ficava perdendo a consciência , perdia a consciência e voltava, então, naquele instante quando voltava a consciência ela falava ”Pastor cadê meu vestidinho?” o Pastor falou “esquece o vestido minha filha, ele ta todo sujo de sangue fica firme aguenta ai que o médico ta chegando” Ai ela apagava, ai ela acordava de novo e falava ” tia.. pastor me da o meu vestido, eu quero o meu vestidinho branco” e eles falavam “esquece o vestido ele ta todo sujo” isso aconteceu cinco vezes na quinta vez que aconteceu isso a menina falou :
“Pastor eu estou vendo Jesus ali em pé e ele esta me dizendo que vai me levar agora, por favor, pelo amor de Deus, por tudo o que é mais sagrado, me da o meu vestidinho branco?” o pastor disse ” Porque?” ele foi lá pegou o vestido deu pra ela, ela abraçou o vestidinho só de calcinha e foi fechando os olhinhos pela ultima vez nessa terra e o pastor perguntou ” Mas porque você quer tanto esse vestido?” e as últimas palavras dela foram: ” Eu quero entrar com esse vestidinho sujo de sangue no céu, pra mostrar pra Jesus, que assim como um dia ele sangrou por mim, eu também sangrei por Ele.”