24 de junho de 2010

Agora vês?


à Evelyn Soliva

Inspiro-me no brilho das estrelas para alcançar o brilho de seus olhos.
Suponho a beleza das flores para achegar à tua graciosidade.
Subverto a paz campesina para encontrar teu silêncio,
Mesmo na inquietude própria do amor.
Desdenho do belo, para mim, ele é teu rascunho!

Tu ainda vens dizer-me que não a amo?Que não vês?
Não consegues ver, em meu olhar fito em teus olhos, o desenho do amor?
Ora, Insinua meus lábios na doce canção vinda de teus passos,
O semblante dita o ritmo da balada; se vistes dançarias comigo!

Faze-me rir sua incredulidade! rio em nervos à flor da pele.
Estas fazendo-se de cega por vaidade,
Para ouvir em minúcias as delícias da paixão ao pé do ouvido.
Se queres isto, terás. Os mais lindos versos são teus,
As declarações só tuas, as rosas são provas do zelo.
Amo-te, ontem, hoje e amanhã. Seguirei amando-te,
Sem escrúpulos, sem margem de erro.

Convenci-te amada?

Se não, parta para os beijos, neles o que as palavras
Não alcançaram, encontrará sentido.

Se sim, mesmo assim beije-me.

Graça e Paz, xP.

Rodrigo Stankevicz
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