17 de novembro de 2014

A resposta é o Amor


São Paulo fez uma afirmação audaciosa, porém verdadeira: “O amor jamais acabará” (I Cor 13, 8). No que depender da Igreja este amor aumentará a cada celebração eucarística, confissão, unção dos enfermos,  a cada sacramento ministrado, que é encontro entre o humano e o  Divino. Pois a síntese de toda nossa pregação é a seguinte, “Deus é amor” (I Jo 4, 8). Se Ele é amor, o Homem encontra sua redenção salvífica na paixão, morte e ressurreição de Jesus, ápice do amor de Deus.

Em entrevista concedida ao blog Gente Boa, em agosto de 2014, o psicanalista brasileiro Joel Birman, vencedor do 55ª edição do prêmio Jabuti, disse que em seu consultório detectou o seguinte sintoma, “As pessoas [contemporâneas] sofrem de fome de amor”. Com todo respeito à sua análise, o que Birman descobriu no ofício de sua profissão, a Igreja Católica, em sua sabedoria bimilenar, já havia descoberto nos confessionários.  Com isso, aplica um antídoto contra o mal do século, o Amor. Não à toa São João Paulo II contundentemente nos exortou: “Os consultórios de psiquiatras e psicólogos estão lotados, porque os confessionários estão vazios”. João Paulo II em sua fala, não quis desqualificar o trabalho dos psicólogos e psiquiatras, ao invés disso, quis chamar nossa atenção para o sacramento do amor e reconciliação. Já que num consultório clínico se encontra o diagnóstico do distúrbio; no confessionário, além da graça de Deus, encontramos o amor e o perdão. Como é sabido, muitas doenças físicas provém dos males da alma, deste modo, no sacramento da penitência arranca-se o malefício pela raiz.

Birman continua: “[O indivíduo] quer saber se agrada, se é amado. [...] As pessoas são muito sensíveis em relação a como os outros a acolhem — de forma risonha ou carrancuda, com muitas ou poucas palavras, se são abraçadas ou beijadas.”

Neste trecho percebemos claramente a lacuna deixada pela religião nas relações interpessoais. Considerando o recuo e a indiferença de parte da sociedade em relação à religião e ao Sagrado, as consequências são desastrosas, pois o que a Igreja pratica em suas comunidades de fé – como o anúncio do querigma, o acolhimento amoroso das pessoas, palavras de fé e de incentivo, etc. – hoje a Ciência tenta buscar saídas e explicações. 

Por fim, Joel Birmam aconselha, “é crucial que na infância e na adolescência os indivíduos tenham a certeza de que são amados pelos pais pelo que são”.
Assim sendo, temos como referência a Sagrada Família, que no Evangelho ensinou a viver o amor incondicional, o acolhimento ao outro nas situações mais complicadas. Foi além,  ensinou a entrega sem reservas, o sacrifício e a fé.


Na atualidade este exercício da fé encontra-se na Igreja Doméstica. A família é o ambiente perfeito para o testemunho de amor e acolhimento dos pais aos filhos, e estes em relação aos pais. Neste contexto, a Igreja exala experiência, sua história de amor pela humanidade perpassa os séculos. A especialidade em doar ao mundo referências de família é incontável. Luís e Zélia, pais de Santa Teresinha do Menino Jesus, que o digam...

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