16 de maio de 2011

Sinal de glória


Tenho saudades do que não sou,
E sonho intensamente com o passado.
Minh'alma está repleta dessas coisas hodiernas,
Tento haurir do presente uma ruína densa;
Uma ruína que complete meus fragmentos de existência.

Sou obra inacabada,
Entretanto, os dias me completam,
Empurram-me para o absoluto;
Enquanto fujo do superficial.

Contrariando a lógica, de um mundo ilógico,
Monto meu quebra-cabeça,
E vejo quão imane mistério assedia-nos;
Mísero de quem o tenta decifrar,
Enlouquece em suas conjecturas.

Configuro-me em equilíbrio,
Que põem-me no meio,
Longe do inane assombroso.

A vida é tão grande,
Manifesta um sinal de glória.

Graça e Paz, xP.

Rodrigo Stankevicz
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