6 de maio de 2011

Coração de criança


Estou completamente mergulhado no mundo.
Tudo parece tão normal!
Não me espanto com o misterioso espetáculo da vida.
Onde foram parar as flores em minha vida?
Rosas foram feitas para serem admiradas,
Lírios para serem levados nos cabelos de uma bela mulher.
Faz um tempo, parei de me perguntar sobre grandes questões:
De onde vim, para onde vou?
Um sinal de alerta foi acionado.
O sonho, agora, é sinônimo de sono;
E o nascimento, uma simples etapa da vida.
A morte é preciso;
O sofrimento um castigo.
Estou tão terreno, a ponto de duvidar do transcendente.
Da natureza só tiro proveito.
O nascer e o por-do-sol, um ciclo natural.
As estações uma chata mudança do frio para o calor, e vice-versa.
Outrora, da primavera, esperava as flores;
Do outono, a elegância das folhas caídas;
Do verão, a alegria tropical,
E do inverno, um tempo de recolhimento e reflexão!
A aurora, era um ritual sagrado, capaz de inspirar o dia amigo.
Do crepúsculo, surgia uma nostálgica despedida do amigo dia.
Perdi completamente o brilho do olhar,
Donde resplandecia a luz interior de um equilíbrio divino.
Noites eram momentos esplendorosos no céu brilhante,
Até a lua servia de ornato para um bom jantar romântico.
As amizades são comerciais,
Os laços familiares, uma troca de favores.
Um triste dia percebi que meu coração de criança cresceu, cresceu;
E eu o deixei crescer...

Graça e Paz, xP.

Rodrigo Stankevicz
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