4 de janeiro de 2013

Os homossexuais são chamados à pureza


Amor e respeito são duas constantes manifestadas pelos fiéis católicos para com os homossexuais, pois somos chamados a respeitar as diferenças sem deixar de crer em nossos princípios e valores cristãos. Não há outra instituição, senão a Igreja Católica, que os amem mais, pois insiste para que não estraguem suas vidas, lutando por sua dignidade. Porém, para compreendermos este amor é necessário entender que amar não significa aceitar qualquer condição, amar é acolhimento e verdade. Pois, de fato, o maior amor é manifestado com fundamento na verdade revelada por Cristo.

No Catecismo encontramos a orientação do Magistério a seus fiéis: "Devem [os homossexuais] ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição."  (2358) A sociedade em seus vários âmbitos tem o dever de acolher os homossexuais com respeito, sobretudo os cristãos, pois testemunham o amor de Cristo ao próximo. Ou seja, não devem marginalizá-los, nem tão pouco tratá-los com um status superior no que se refere às leis civis, pois são homens e mulheres, e como tais são protegidos ou penalizados conforme manda a constituição. 
Portanto, a pena não deve ser menor, no caso de um homossexual ser discriminados por sua orientação sexual, segundo a lei da discriminação racial, religiosa ou sexual; tanto quanto um padre, um pastor evangélico, ou qualquer outro líder religioso serem discriminados por propagarem sua fé, segundo a mesma lei. Notamos com isso, que não há necessidade de leis específicas para um determinado grupo, pois na prática qualquer discriminação é punida segundo a lei supracitada. A Igreja, com efeito, assumindo seu papel de mãe e por saber que "a gênese psíquica [de um homossexual] continua amplamente inexplicada" (Catecismo da Igreja Católica 2358), chama-os a realizarem a vontade de Deus em suas vidas; e o que é a vontade de Deus senão viver uma vida digna em busca da felicidade verdadeira? Não sejamos ignorantes a ponto de pensar que a pessoa com tendências homossexuais está revestida de pecado, não, o pecado em si é o consentimento, é o ato homossexual.

Por isso a Tradição da Igreja considera somente os "atos de homossexualidade, como intrinsecamente desordenados”, ou seja, pecados graves para aqueles que professam a fé na Doutrina de Jesus Cristo. Porém, a Igreja sabendo da condição difícil destes amados filhos, com tais tendências, orientada e oferece todo o apoio para que eles unam seus sofrimentos ao sacrifício da cruz do Senhor, buscando viver uma convivência sadia e a castidade como meta diária, não somente a esses filhos especificamente, mas a todos os desejosos de uma vida digna. 
Neste sentido, os pastores da Santa Igreja recomendam a seu rebanho, sobretudo aos que consideram-se com tendências homossexuais, a santificar seus atos e pensamentos; relações e sexualidade; através da prática da virtude da castidade e do autodomínio, caminho seguro para a liberdade interior; sem esquecer, é claro, que o principal elemento santificante é a frequência assídua ao banquete Eucarístico, pois não há santidade sem comunhão com Deus através dos sacramentos. 
Assim os irmãos homossexuais não devem sentir-se injustiçados por Deus, lamentando o peso da cruz, pois quem não carrega uma cruz na vida? Basta volver o olhar para perceber a dificuldade alheia, pois, todos carregamos nossa cruz de cada dia, mas com confiança em Deus não paramos diante dela, antes agarramo-nos a ela e seguimos "com perseverança ao combate proposto, com olhar fixo no autor e consumador de nossa fé, Jesus." (Hebreus 12, 1).

           Em última análise, pressuponho que um homossexual quando se volta para dentro de si, em seus conflitos interiores, por vezes convence-se de que o ato homossexual defronta-se com sua própria natureza. Pois, sua orientação homossexual não corresponde à ordem estabelecida por Deus na Criação: a atração entre os sexos opostos com a finalidade da procriação. Conforme a própria Sagrada Escritura esclarece, "o homem deixará pai e mãe para se unir à sua esposa e serão os dois uma só carne" (Mateus 19, 5-6). Mas, quando se busca a Deus sem preconceitos, fundamentado na verdade inscrita no coração, a razão se abre a novos horizontes. Então num ato de fé, lança-se nos braços do Pai, "aquele que tudo corrige e Se deixa descobrir mais como Redentor que como Criador" (YouCat - 65).

Graça e Paz, xP.

Rodrigo Stankevicz





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