7 de dezembro de 2008

Ressurreição



No calar de uma noite escura
Senti-me angustiado, sozinho
Desamparado.
Por um breve instante pensei
Que fosse ser engolido pela negrume

A iniquidade me esvazia,
Desola minh´alma, sinto
Lamúrias do meu âmago,
Reclamando socorro.

A minh´alma se abate quer
Estar livre, não mais presa ao um
Corpo sujeito a corrupção.
Aspira pela Eternidade.

Eis que no meio das trevas surge
Uma luz fulgurante, que me irradia por
Completo, olho para a Cruz e vejo
A força que me falta para o combate.

Um doce consolo, um verdadeiro alívio
brota da Cruz de Cristo, o fidelíssimo Amor.
Quão cegos somos, que precisamos por a
prova o "Amor", pela dor do calvário.

Oh, gloriosa hora nona, tu estremeces os
Infernos, e nos faz enxergar os raios da
Misericórdia alvejando nossas almas das
Trevas, e nos introduzindo no
Incorruptível; no Reino de Deus.

Na alvorada do primeiro dia surge
Do sepulcro a luz da ressurreição,
Cristo corrobora a eternidade, para
Os escritos no livro da Vida.

Graça e Paz, xP.

Rodrigo Stankevicz

“Nem as trevas, para Vós, têm obscuridade:
a noite brilha como a luz” Sl 138, 12

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