7 de abril de 2010

Sonhos opacos I


I

Noite, tão bela noite! Seu nevoeiro levou pensamentos ao céu,
Como incenso sublime do turíbulo.
Dos sonhos surgem nefastos negrumes,
A alma geme, chora, se contorce...
Um amor dolorido aparece iluminando com
Um vulto de opaco e volátil pensamento no meio da bruma noturna.

O som da madrugada é regido pelo voo do pássaro do escuro:
Oh coruja gorjeias às três da madrugada e dá vida a melodia
[saída do capão.
A hora esplendorosa que se forma na poça d´água o gelo do
[frio intenso, congelador, enfurecido.
Gotículas cristalinas, transparentes, límpidas adornam a doce e bela
Rosa do jardim extenso da mente corroída pelo sofrimento.

Orvalho umedecidor dos corações desiludidos, enclausurados,
Celados e zelados, do alto da pedra horrenda e limosa
Vês a exatidão do cumprimento do pôr ao nascer do sol
Da aurora fulgente e plácida, que foge do outro lado do
Mundo e, recebe no ocidente um acidente constante
[ao cair no horizonte intrépido.

Graça e Paz, xP.

Rodrigo Stankevicz

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