9 de novembro de 2010

Sonhos opacos II



II

Entardeceu no quase escuro vale das ilusões,
Destinado a romper, com o cálido
E efervescente crepúsculo.
O giro luminoso e clássico, do mundo, perde sua força
Avassaladora e, concomitante ao último
Raio, da estrelar angular do poente.
A existência fica mais vulnerável,
Ao cair do clarão, no pêndulo celeste.
As imitações da estrela maior não cessam de cintilar,
Paulatinamente vão ganhando o céu.
Um vulto aparece na esquina do olhar,
Olhares pesarosos obstinados pelo sono.
Sonhos podem tornar-se pesadelos. Dor da alma:
Um amor não correspondido,
Um dia amontoado noutro,
O relógio do tempo de quando em
Quando é atrasado constantemente,
(as horas não passam) nas mãos do amado.
Sonhos são vontades próprias subjetivas,
Reprimidas e manifestadas em
Teatro no palco da inconsciência .
Não fosse a realidade, a influência do meio,
O medo, sonho reinaria no plano claro e concreto.
O dia se esvaiu, os anjos quase anoitecidos
Acenderam as lamparinas das três marias
E o holofote do cruzeiro do sul para que o sonho opaco
Fique mais tênue no nevoeiro dos pensamentos.

Graça e Paz, xP.

Rodrigo Stankevicz
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