11 de abril de 2011

Perdão



A fúria humana O prendeu,
O cálice indesejado Ele tomou.
Seu caminho tortuoso percorreu,
E nossos fardos sobre si carregou.

O Pastor foi atacado,
Suas ovelhas se dispersaram.
Com correntes foi arrastado,
O Inocente indefeso amarraram.

O percurso do calvário começou,
Por três vezes, o galo pô-se a cantar.
Ao final do canto, Pedro O negou.
O perdou somente com um terno olhar.

A pedra se fragmentou.
Fraco Pedro caiu na tentação,
E do choro amargo provou,
Mas no olhar encontrou o perdão.

Quem jurou não O conhecer,
Experimentou o doce Senhor.
Não adianta o discípulo se esconder,
No seu olhar inscrito está o amor.

Graça e Paz, xP.

Rodrigo Stankevicz

"Uma criada percebeu-o sentado junto ao fogo,
encarou-o de perto e disse: Também este homem
estava com ele [...] Mas ele negou-o: Mulher,
não o conheço.[...]Voltando-se o Senhor, olhou
para Pedro. [...]Saiu dali e chorou amargamente."

Lucas 22,54-62.
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